29 de Maio de 2009

Bonitinho. Meu.

Ele é mais alto, tem os olhos claros que chamam atenção de longe, além de ser mais alto. Não tenho nenhum fetiche ou preferencia por homens altos, mas ele é bem alto. Meu fetiche é por cachos e olhos claros ao mesmo tempo, mas não sou cega, sei apreciar beleza, de vários tipos. E ele é bonito, bonitinho, meu bonitinho. Nunca troquei uma palavra com ele, mas eu o vi várias vezes e ele me viu também, acho que uma vez ele sorriu, mas pode ter sido apenas minha mente imaginativa e confusa. Acho que um dia ele pode até falar comigo, se não talvez eu fale com ele, ou alto dele e perto dele, eu faço isso as vezes, para chamar atenção.

2 de Maio de 2009

Nada de novo, de novo!


Você resolve sair com seus amigos e não tem nada para contar. Você sempre tem alguma coisa para contar, mas dessa vez é você que escuta, você que faz perguntas e tenta entender o que estão te falando. Não que você não goste de ouvir, é só que você prefere ser aquela que fala. Você gosta de no mínimo ter os dois. Mas dessa vez não tem nada de novo! De novo!
É como se eu estivesse sentada olhando pela janela, olhando a vida passar lá fora enquanto eu não faço nada aqui dentro. Eu sei que tenho que mudar, que preciso fazer as coisas acontecer se quiser que elas aconteçam, mas não consigo. Eu fico assim parada, não conseigo reagir, é como se eu fosse/estivesse letárgica. E se eu fizer as coisas acontecerem? E elas acontecerem e tudo o mais, e aí eu descobrir que meu foco estava errado? Talvez eu não faça as coisas acontecerem porque sei que primeiro preciso me resolver, me enternder antes de tentar interagir com o mundo. Eu deveria parar de invejar a vida de todo mundo acontecendo e me concentrar nos estudos, no auto descobrimento, no vestibular e no que eu vou prestar. Sempre tem a possibilidade de eu ser do tipo que se descobre integarindo com os outros, mas sei que comigo é diferente: Eu sou do tipo que se descobre sozinha, sentada, pensando e repensando as ações do dia, de preferencia no escuro de uma noite estrelada, sentindo a areia tocar na pele e com o barulho do mar ao fundo. Talvez tudo que eu precise seja isso, um tempo off, naquele lugar que deixou de ser meu, mas estará sempre comigo.

11 de Abril de 2009

Assustada pessimista

Eu tenho dentro de mim uma menina insegura, pessimista(talvez apenas realista demais), medrosa, saudosista e carente. Neste momento minha mente voa por campos cheios de pessimismo que me dizem que todas aquelas amizades que eu fiz no colegial não vou durar mais que um ano, algumas até já se foram e ainda não se passaram seis meses. Difícil manter uma amizade de colégio estando distante, não existe mais o encontro todos os dias e isso esfria tudo. Lágrimas assustadas brotam em meus olhos quando penso que um dia eu talvez nem lembre destas pessoas que fizeram meu dia-a-dia durante três anos. No fundo acho que ruim mesmo vai ser lembrar deles neste futuro distante e saber que eles não estão do meu lado onde eu sei que gostaria de mantê-los. Sinto que falta uma parte de mim quando percebo um certo distanciamento daquela amiga por quem daria a vida sem pestanejar, até porque eu adoro um ato heróico e por isso mesmo as vezes me pego pensando que talvez esse sentimento não seja recíproco. Eu costumo me entregar demais em qualquer tipo de relação e às vezes acaba doendo demais quando a relação acaba, quando o outro vai embora. Parte de mim que causa esta dor, lembrando toda hora dos bons momentos e enchendo meu peito de saudades, dói. De vez em quando machuca não por causa da pessoa que estava ao meu lado, mas porque lembro como minha vida era naquele tempo, por pior que fosse, eu sinto saudades e penso em como eu gostaria de me sentir novamente daquela maneira. Talvez eu aprecie esta dor saudosa, sempre soube que eu era parcialmente sádica, e sei que no futuro, em um mês ou em dez anos, vou me lembrar dos tempos de hoje e sentir saudades e peço com todo meu coração para que meus amigos estejam ao meu lado. Sinto que sem alguns deles eu não poderia continuar caminhando, mas odiaria continuar e tê-los distantes, talvez então fosse preferível não tê-los.

28 de Fevereiro de 2009

Tudo passa, tudo muda

Nós construímos nossa de vida com um quebra cabeça: juntamos várias peças que representam pessoas, lugares e momentos e montamos da maneira que mais nos agrada, que faz mais sentido para nós. Só que o tempo passa e as peças como pessoas e lugares se movem e se transformam. Algumas saem da figura para nunca mais voltar e quando nós temos esse quebra cabeça intocado há muito tempo uma simples mudança como o afastamento de uma peça nos provoca uma dor incalculável. Imagine agora várias peças se mudando e correndo rapidamente por um quebra cabeça que tinha uma figura perfeita, por tanto tempo, mas que agora está todo bagunçado, sem que ninguém queira, mas para o bem de todos.

Na minha vida eu estava acostumada a ir ao colégio, encontrar meus amigos, minhas amigas, sair com eles nos fins de semana, ir a casa da minha avó aos domingos para comer macarronada, pegar o mesmo ônibus todos os dias, encontrar as mesmas pessoas. Eu estava acostumada há um estilo de vida e se mudasse alguma coisa pequena tudo bem, com mudanças pequenas eu ainda lido bem. Mas eu acabei o terceiro ano e vários amigos entraram na faculdade, eu agora vou para o cursinho e não vou ter ao meu lado aquelas pessoas as quais estou acostumada desde que me conheço por gente, aquelas pessoas que já não me lembro da minha vida sem elas.

O medo é tão grande, medo dessa separação inevitável e do que ela pode nos causar. Me da um nó na garganta saber que mesmo aquela pessoa com quem eu briguei, que eu tratei mal, que eu tive medo de ser amiga e virei colega já não vai estar ali, ela vai mudar de cidade. Assim como aquela outra pessoa que é quase do meu sangue e que nossos corações já batem em sincronia, aquela pessoa também vai se mudar. É tão bobo esse medo, eu sei, mas é que ver essas peças se afastarem, mesmo que continuem por perto, já é estranho, é algo que eu não estou acostumada e eu que se quer sou uma pessoas insegura, acomodada e dependente.

Como eu queria que as coisas só mudassem quando eu quero, do modo que eu quero!Sei que a mudança é certa, que a amizade pode continuar e se depender de mim vai continuar, sei que o medo é infundado, que sou medrosa demais, sei de tudo isso. Mas ainda tenho medo. Porque eu tenho medo de perder aquelas pessoas que tanto amo, porque eu queria ter elas por perto para ficar de olho nelas e garantir que elas sempre me amem e que fiquem protegidas, sob a minha supervisão eu sei que elas vão ficar bem, mas longe? Ah! Elas são tão frágeis! Eu sou tão frágil!


19 de Fevereiro de 2009

Princesa Boba!

Por que nos importamos com pessoas que não sem importam conosco?

Por que ficar bravo quando falta consideração dos outros conosco?

É tão bobo o modo que eu me importo com coisas toscas como, por exemplo, convites. Eu fico magoada quando deixam de me convidar para alguma coisa. A explicação pode ser ótima, sem erros e totalmente perdoável, mas eu ainda fico magoada. Também fico magoada quando deixo de fazer algo que eu gosto por uma pessoa e esta pessoa me retribui de modo egoísta fazendo algo que ela quer sem pensar em mim. E me sinto boba, pois sou sempre eu que me importo com os outros, os outros se importam comigo quando estou por perto, mas depois deixam para lá. Eu não, eu sou idiota e me preocupo mesmo longe, mesmo sem vê-los ou ouvi-los.

Eu sou do tipo de garota (ingênua, inocente, boba, sonhadora, chame do que quiser) que cuida dos outros e tenta deixar todos felizes, aderindo seus desejos, por vezes ignorando os meus, tentando conciliar todos, tudo. Sou do tipo que se apaixona por um garoto quando ele abre mão de alguma coisa para fazer algo por mim, do tipo que fica extremamente feliz quando lhe dão presentes sem motivo, uma lembrança que seja, um botão já me deixa alegre. Sou do tipo que não diz “eu te amo” ou “desculpa” quando realmente sente isso porque essas palavras ferem meu orgulho e me deixam vulneráveis, mas eu morreria por alguém que eu me importo. Até porque adoro um ato heróico.

Eu sei usar muito bem as palavras, posso comover uma nação com um discurso e talvez por isso eu não goste de usá-las para mostrar como eu me sinto, as palavras são maleáveis demais, é fácil mentir com elas. Mas tente mentir com um olhar, com um abraço, um beijo ou até um aperto de mão e perceberá que não é tão fácil. Talvez isso me aconteça porque sempre decifrei muito bem as pessoas, e por isso para mim é mais fácil acreditar em um gesto do que um uma palavra. Talvez seja porque as palavras me ferem com facilidade e me impressionam raramente. Talvez porque nunca ninguém fez um gesto bonito acompanhado de palavras sinceras para mim, isso mudaria tudo!